Pertinência da “juritraductologie” no Brasil: Uma estudo teórico e prático dos casos analisados pelo “Observatório da Justiça” da Universidade de Pernambuco

O estudo da tradução do direito esteve circunscrito ao âmbito da chamada tradutologia geral, sob a denominação de tradução jurídica, inserido pelos téoricos da tradutologia nas categorias das chamadas traduções técnicas e pragmáticas. A tradutologia, enquanto disciplina independente da linguística, também conhecida como “estudios sobre la traducción” na Espanha, desenvolveu várias teorias e métodos sobre a tradução enquanto processo e enquanto resultado. A ciência jurídica, tradicionalmente hermética na sua esfera de abordagem científica, não comtemplou o estudo do ato tradutivo sob a perspectiva do direito, sendo, portanto, o ato tradutivo objeto de interesse muito mais dos teóricos da tradutologia que dos juristas. A linguística, por sua vez, se aproximou do direito, a partir da chamada linguística aplicada ao Direito, tendo como objeto, por exemplo, a análise e a interpretação do discurso jurídico, este que também foi objeto da filosofia do direito de profunda e vasta produção científica no Brasil e no mundo. Na França a linguística jurídica teve uma abordagem também jurídica a partir dos trabalhos, sob a perspectiva da “Jurilinguistique”, do jurista Gerard Cornu, principal mediador/interlocutor entre o Direito e a Linguística, cujas principais obras foram a “Linguistique Juridique”, e o “Vocabulaire Juridique”, ainda hoje utilizados pelos estudantes e profissionais do direito.  Todavia, a tradução do direito, ocupa atualmente lugar de grande relevância e importância no âmbito da cooperação judiciária internacional, assim como no âmbito dos processos cujas partes são estrangeiros/migrantes ou surdos-mudos

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DIREITO DO TRABALHO E OS DILEMAS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA